.batuque na cozinha

.batuque na cozinha

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

a saudade é que nem maré,
as vezes é pequena como marola,
outra vezes pode durar uma vida inteira,
a apagar se assim do nada,
como fumaça que se desvanece no ar,
deixar só um resto de perfume,
como uma rosa esquecida dentro de um livro,
como se nunca houve existido,
uma lembrança nada mais........................
as vezes é uma benção. Vera Lucia by Vera Lin

terça-feira, 29 de novembro de 2011

@veratinataner

o pensamento dominamte

a vida não tem preço, nem razão , 
se não em si mesma , que é tudo para o homem,
única escusa ao destino,
que nos impõe , mortais ,sobre essa terra 
tanto sofrer sem outro proveito,
pelo qual, unicamente,ás vezes,
não para os tolos mas para as almas altivas
a vida seja mais amável que a morte
                                                                     Leopardi.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

caravelas....

Caravelas

Cheguei a meio da vida já cansada
De tanto caminhar!Já me perdi!
Dum estranho país que nunca vi
Sou nesse mundo imenso a exilada.

Tanto tenho aprendido e não sei nada
E as torres de marfím que construí
Em trágica loucura as destruí
Por minhas próprias mãos de malfadada!

Se eu sempre fui assim este Mar morto:
Mar sem marés,sem vagas e sem porto
Onde velas de sonhos se rasgaram!

Caravelas doiradas a bailar...
Aí quem me dera as que eu deitei ao Mar!
As que eu lancei à vida,e não voltaram!...
Florbela Espanca
ela dançava pela noite adentro , enquanto eu chorava sozinho minha dor.......................

mario quintana..................quintanares

Eu estava dormindo e me acordaram
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!

Ernest becker(a negação da morte)

Os homens são tão necessariamente loucos que não ser louco seria uma outra forma de loucura. Necessariamente porque o dualismo existencial torna sua situação impossível, um dilema torturante. Louco porque tudo o que o homem faz em seu mundo simbólico é procurar negar e superar sua sorte grotesca. Literalmente entrega-se a um esquecimento cego através de jogos sociais, truques psicológicos, preocupações pessoais tão distantes da realidade de sua condição que são formas de loucura — loucura assumida, loucura compartilhada, loucura disfarçada e dignificada, mas de qualquer maneira loucura.
Ernest Becker